Hoje é o dia do Orgulho Gay e que tal comemorar a data assistindo filme? O tempo está convidativo. Frio e DVD formam um casamento perfeito.
Começo com o clássico dos clássicos no tema: MAURICE. Filme inglês de 1987 baseado no romance homônimo de E. M. Forster. O filme foi dirigido por James Ivroy e serviu para impulsionar a carreira de Hugh Grant, que ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Veneza de 87. O filme é triste, toca na ferida da intolerância, mas é também um filme lindo com uma reconstituição de época perfeita e uma fotografia de tirar o fôlego. Vale a pena procurar por este filme. É antes de tudo uma história de amor.
Mas nem só de tristezas vive o cinema quando trata de homossexualidade (não gosto de rotular como “cinema gay”), temos aí GAIOLA DAS LOUCAS, PRISCILLA A RAINHA DO DESERTO e mais recentemente a comédia romântica italiana O PRIMEIRO QUE DISSE. Este é um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos: engraçado, sensível, bem filmado, bem montado, etc, etc,…
Dizem as más línguas que o filme do BOB ESPONJA também solta lantejoula. Eu não vou entrar no mérito. Mas a cena da lanchonete, com um arco-íris no cenário deixa ali um recadinho para os menos desavisados. Gay ou não você vai rir muito com as aventuras de Bob, Patrick e Lula Molusco.
O gênero comédia romântica tem o seu representante gay, no melhor estilo sessão da tarde total. É o bonitinho e simpático IMAGINE EU E VOCÊ que conta a história de uma moça que se apaixona no dia do seu casamento. Mas não pelo noivo e sim pela sua florista.
Claro que preciso falar de O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN que pra mim não é um filme gay e sim uma das mais bonitas histórias de amor impossível já feito no cinema. Já viu alguma coisa mais triste do que a cena da camisa pendurada no armário?? Eu não. Me acabo de chorar.
De novo os ingleses atacam com uma grande história de amor no longa DIREITO DE AMAR que deu a Colin Firth o Bafta em 2010. O ator recebeu ainda a indicação de melhor ator por este trabalho para o Oscar e também Globo de Ouro. Já vou avisando: você vai chorar. É a estreia do estilista Tom Ford atrás das câmeras. Isto talvez explique o clima “ensaio fotográfico” do filme. Tudo é muito elegante. Inclusive Juliane Moore que faz o papel que algumas mulheres já viveram: o de serem terrivelmente apaixonadas por um homem gay. Difícil.
Juliane Moore também está no filme MINHAS MÃES E MEU PAI que ganhou o Globo de Ouro de melhor filme e deu a Annette Benning o prêmio de melhor atriz em 2011. Eu acho o filme com uma ideia legal que se perde no meio. Juliane e Annette vivem o casal que através da inseminação artificial teve dois filhos. Um belo dia o dono do sêmem aparece: Mark Rufallo e a confusão começa. Meio comédia, meio drama. O filme fica bem no meio mesmo.
Para encerrar esta singela lista tem ainda o filme A VOZ DO MEU CORAÇÃO. Não é um filme exclusivo gay, mas trata do tema quando é preciso compor uma música para o romance entre um cantora e sua assistente. O nome da música? Secret Love… Confere o vídeo. Este filme está na minha lista de preferidos do meu coração.
.
.

2 Comentários para A sétima arte e as sete cores do arco-íris
28 de Jun 2011 às 11:09
Tem também o israelense Bubbles, que mistura homossexualidade com a guerra santa, conflitos políticos e juvetude. Muito bom!
29 de Jun 2011 às 00:58
Muito boa a lista da Tita, mas realmente é impossível não pensar nos que ficaram de fora.
Tem Plata Quemada, tem Milk, o curta Oranges, C.R.A.Z.Y., e a lista é imensa….
Não caberia num único texto mesmo.