por Ana Carmo

publicado em: 11 de Março de 2011

Há algumas semanas um vídeo rodou pela timeline de muita gente. Trata-se do trecho do programa “Se ela dança eu danço” onde o jovem John Lennon da Silva interpreta o trecho “a morte do cisne” um clássico do balé.

Fui procurar o link no facebook pra colar aqui e apareceu a seguinte mensagem: Fulaninha, Beltraninho e mais 100.636 pessoas compartilharam isso. Só.

O video, se você ainda não viu, é esse aqui:

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Esse vídeo foi capaz de emocionar mais de 100 mil pessoas web a fora (ou seria web adentro?) mostrando o encontro de uma dança tipicamente “de rua” como o break com a teatralidade e a sensibilidade das grandes companhias de dança.

E esse, felizmente, não é um caso único. Meses atrás o nosso querido parceiro Theo Werneck nos mostrou, durante a gravação de um podcast, o trabalho de uns rapazes californianos da cidade de Oakland (Bay Area), que dançavam como se estivessem flutuando. Meu primeiro comentário foi “Isso tá em câmera lenta?” Não. Não, estava. Eram os rapazes da crew Turf Feinz movimentando seus corpos em danças que poderiam estar tanto nas ruas quanto nos palcos. Aliás, sobre o local de apresentação dessa dança o Theo diz o seguinte “é uma linguagem muito próxima do graffitti, porque ocupa espaços ociosos da cidade com arte, como se fosse uma graffitti dance”.

Procurando no youtube por outros vídeos de turfing, que é o nome do tipo de dança que esses rapazes praticam, descobri muitos postados por uma tal de Yak Films. Vídeos de uma qualidade tão boa que até hoje não sei dizer se eu estou mais apaixonada pelo turfing ou pela qualidade de fotografia e edição dos vídeos da Yak Films.

Turfing, segundo a wikipedia e o meu inglês tosco, é um tipo de street dance que tem como principal influência o break dos anos 80 e tem como foco contar uma história criando ilusões de ótica com o próprio corpo. E, meu amigo, os caras da Turf Feinz fazem isso muitíssimo bem. A primeira ilusão que me saltou aos olhos foi: “Caraca, eles não tem ossos!” rs. E eles não são os únicos.

Bom, mas chega de blá blá blá e veja por você mesmo:

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A única coisa triste é que a arte infelizmente não foi o suficiente para afastá-los das disputas territoriais que rolam nas vizinhanças. Repare no canal do youtube da Yak Films a quantidade de vídeos com RIP (Rest in Peace – descanse em paz) no título…. É que Oakland é assolada por gangues, que estão transformando a cidade em um campo de batalha e o número de assassinatos é semelhante ao de uma zona de guerra.

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Ana Carmo, como sua mãe, ama dançar e gosta ainda mais de ver os outros dançando, quando esses dançam muito bem.

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1 Comentário para Turfing Dance

  • Erika Lucio diz:
    14 de Mar 2011 às 14:34

    E o mais brilhante de tudo isso é que essa arte vem das periferias do mundo!! Lindo demais!


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